gratidão
é cultivar
paz no coração
e alegria de viver
sendo eu mesmo
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Tentativas
de tanto tentar
reparou que sempre acertava
no que não pensou em mirar
e passou a curtir o inesperado
pois aprendeu
que nunca se deve esperar sem agir
reparou que sempre acertava
no que não pensou em mirar
e passou a curtir o inesperado
pois aprendeu
que nunca se deve esperar sem agir
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Fragmentos orgânicos #4
O uso das
práticas de consumo como forma de “participação na esfera pública” e “ação
política” constitui questão emergente para a investigação das ciências sociais
contemporâneas. Estas questões se somam aos temas recorrentemente pesquisados nos
Estudos do Consumo, como destacado por Portilho (2008): a reprodução material e
simbólica, a construção, fortalecimento e marcação de identidades, a distinção
social, a comunicação, o pertencimento, a cidadania e a sociabilidade. Por
isso, pretendo contribuir com as pesquisas empíricas sobre práticas de consumo nas ciências
sociais brasileiras e, mais especificamente, com aquelas relativas às práticas
de compra de alimentos orgânicos[1].
Além disso, posso destacar o renovado interesse das ciências sociais pela
participação social na medida em que o campo do consumo traz para o cotidiano
uma agenda ambiental e política. Alexander (1995) observa uma transição no
padrão de ação política, ao compreender a deflação das ações
“radical-coletivistas”, características dos movimentos sociais das décadas de
1960/70, e a emergência de ações “romântico-individualistas” na vida privada, a
partir da década de 1990. Estas formas emergentes de ação política seriam mais
realistas e pragmáticas, pois enfatizam a ação de indivíduos reais, e não de
sujeitos históricos coletivos, como as categorias “nação”, “classe social” ou “movimentos
sociais”.
Na interface entre consumo e sustentabilidade, as
ações políticas do tipo “romântico-individualistas” podem
ser interpretadas como parte dos processos de ambientalização
e politização do consumo e da vida privada e cotidiana em curso nas sociedades
contemporâneas. Uma auto-atribuição de responsabilidades individuais (EDEN,
1993) inerente a estes processos é reforçada e fortalecida por estímulos e
cobranças dos mercados, Estados, organizações não governamentais,
opinião pública e mídia para os indivíduos considerarem
variáveis ambientais nas suas preocupações e experiências cotidianas,
negociando, ética e politicamente, suas escolhas e ações (PORTILHO, 2005).
De acordo com Portilho (2005), a
ambientalização e a politização do consumo são processos que se caracterizam
pela ambigüidade, compreendendo limitações para o enfrentamento da crise
ambiental, tais como (a) o fato dos consumidores representarem um grupo latente
de grandes dimensões e de difícil organização, configurando um público genérico
e de difícil acesso; (b) a possibilidade de reforçar a oposição entre interesses
individuais e coletivos; (c) as restrições econômicas; (d) a racionalização do
cotidiano; (e) as controvérsias científicas acerca do que é mais sustentável e
o controle sobre a vida diária, que podem gerar dependência do conhecimento dos
especialistas; e (f) a possibilidade de manifestação da lógica do “carona”,
segundo a qual os indivíduos tendem a não participar, esperando que os demais
se empenhem (OLSON, 1971 apud
PORTILHO, 2005).
Apesar das limitações, Portilho (2005) se
volta para as possibilidades de ação política no campo do consumo. A autora
entende que a superação dos problemas socioambientais só pode ser obtida por
intermédio da ação coletiva, que depende da formação de uma identidade e um
sentimento de pertencimento e solidariedade a um grupo social. Por meio destes
sentimentos, os membros de um grupo latente e indefinido como os consumidores
podem apresentar-se vinculados a outros grupos ou redes sociais, decidindo,
assim, participar de ações coletivas e recusando a lógica do “carona”.
Apesar do potencial para deflagrar ações coletivas na
esfera do consumo, com esta pesquisa procuro entender como os processos de
ambientalização e politização do consumo se desenvolvem, assim como são vividos
e experimentados na vida privada e cotidiana, por meio da observação das
práticas de compra com as quais os consumidores se percebem enquanto atores
sociais situados
entre o anonimato e a vontade de exercer um papel
político, entre as preocupações cotidianas da esfera privada e a vontade de
participar de uma esfera pública mais ampla, negociando os custos e benefícios
desta participação. Trata-se de pessoas que, por diversas razões, usam o
consumo como forma de ação política e, em alguns casos, não parecem se
interessar pela participação em movimentos institucionalizados, evitando
explicitamente esta forma de participação (PORTILHO, 2008, p. 3).
[1] Conforme apontado em Portilho &
Castañeda (2008), apesar da lacuna de conhecimento produzido sobre o uso dos
alimentos orgânicos pelos consumidores, alguns estudos se dedicaram à análise
da construção e normalização do mercado de produtos orgânicos (FONSECA, 1999 e
2005) e do movimento social de agricultura orgânica (DAROLT, 2000). A maioria
das pesquisas sobre consumidores de alimentos orgânicos se volta para a análise
do perfil e das motivações (RUCINSKY & BRADENBURG, 2002; MORO &
GUIVANT, 2006), da disponibilidade para pagar (ROPKE, 1999), das estratégias de
fortalecimento da relação entre produtores e consumidores (DAROLT &
CONSTANTY, 2007) e do papel destes consumidores
de orgânicos para o desenvolvimento rural sustentável (DAROLT, 2005).
terça-feira, 19 de junho de 2012
Fragmentos tecnológicos na ação política #3
Castells (2009)
traz aportes teóricos importantes para entender as redes de mobilização
política e de poder que se configuram com a internet, tais como o poder
comunicacional, em especial o poder para criar redes baseadas em programadores
e conectores; os processos de autocomunicação de massas, com os quais muitos
emissores-receptores se comunicam com outros muitos emissores-receptores com a
mediação da internet, alargando as possibilidades de comunicação em relação à
mídia; e a ação coletiva em uma sociedade em rede, com especial destaque para
os movimentos de contra-poder.
No que diz
respeito ao entendimento da internet, trago uma tensão entre duas
correntes teóricas, que deixo explícita desde já. De um lado, Manuel Castells
(2003) assinala o surgimento de um novo padrão sociotécnico ao considerar que as
tecnologias da internet constituem uma base material sobre a qual as pessoas se
engajam — e, assim, constroem representações, exercem um trabalho, estabelecem
vínculos com outras pessoas, obtém informações, formam opiniões, atuam
politicamente, concebem sonhos, procuram um emprego ou profissão, entre outros
usos e práticas. De outro, a perspectiva da teoria do ator-rede, desenvolvida
por Bruno Latour (2005), chama atenção para a possibilidade de entender as
mediações sociotécnicas que estão em jogo com a internet. Neste sentido, este
conjunto de tecnologias, práticas e contextos permite estabelecer novas
conexões e associações se forem vistas como participantes da composição de um
coletivo heterogêneo em um mundo comum. A internet pode acelerar, viabilizar ou
facilitar uma ação coletiva, bem como, dependendo da situação, sua ausência
pode atrasar, impedir ou dificultar determinadas mobilizações nas sociedades
contemporâneas. Assim, uma análise da ação coletiva não deve se concentrar em
atores e agentes que agem em contextos específicos, mas nos fluxos contínuos
que mobilizam conjuntos compostos por pessoas e objetos que se inter-relacionam,
formando um ator-rede.
As reflexões de
Castells (2009) permitem vislumbrar uma estrutura em rede, algo como uma matriz
sociotécnica que se conforma a partir das novas tecnologias da informação e
comunicação, em especial com a difusão da internet, cuja influência pode ser
vista como um campo unificado. A teoria do ator-rede chama atenção para as
múltiplas possibilidades de agenciamento e construção de atores que surgem em
função destas tecnologias, mas que não podem ser, necessariamente, tributadas a
uma única matriz, sendo que Latour (2005) propõe seguir as associações,
desvendando os mecanismos de formação dos grupos e buscando apreender a
emergência de um conjunto heterogêneo de processos de agenciamento, que
envolvem não apenas os humanos, mas também objetos materiais que passam a se
constituir, também, como agentes, notadamente no ambiente gerado pelo intenso
desenvolvimento científico e tecnológico a partir da segunda metade do século
XX.
Fragmentos orgânicos #3
Uma análise do consumo nas ciências sociais ainda enfrenta muitas
dificuldades de cunho epistemológico. No entanto, o maior obstáculo a ser
superado é o bias produtivista desta
área de conhecimento, ou seja, o “consumo” ainda aparece como um tema
irrelevante em relação à “produção”, considerada predominante inclusive na
maioria das próprias análises sobre “consumo”, que desconsideram a
exterioridade deste campo em relação à “produção” (BARBOSA & CAMPBELL,
2006).
Uma
crítica consistente deste bias
encontra-se na relação que Campbell (2001) estabelece entre a ética romântica e
o espírito do consumismo moderno, enfatizando, assim, a anterioridade das
revoluções do comércio e do consumo em relação à revolução industrial. Campbell (2001) compreende a revolução do
consumo como destino da ética protestante por ter sido capitaneada por uma
classe média comercial ou burguesia nascente, setor da sociedade inglesa com
forte tradição puritana. O autor aponta como elemento central desta revolução a
evidente impossibilidade da burguesia nascente (puritana, com arraigados
valores de trabalho e frugalidade) construir imitações de uma aristocracia (com
seus condenáveis valores de luxo, ociosidade e indulgência) que considerava
desprezível. Neste sentido, foram inovações culturais (leitura de romances,
estilo gótico e culto ao amor romântico, entre outras) que possibilitaram a
emergência desta burguesia nascente como formadora do gosto da sociedade, dando
“expressão a valores e atitudes muito diferentes dos que há muito
caracterizavam o estilo de vida da elite inglesa” (CAMPBELL, 2001, p. 54).
Desta forma, o autor considera a relevância das três dinâmicas de mudança
social e não apenas da variante produtiva e industrial.
Neste
ponto, cabe destacar como o termo “consumo” é considerado neste trabalho.
Nas sociedades contemporâneas, a
tentativa de uma definição conceitual universal acaba levando a uma miríade de
possibilidades. Barbosa & Campbell (2006, p. 26) entendem que o consumo compreende
ao
mesmo tempo um processo social que diz respeito a múltiplas formas de provisão
de bens e serviços e a diferentes formas de acesso a esses mesmos bens e
serviços; um mecanismo social percebido pelas ciências sociais como produtor de
sentido e de identidades, independentemente da aquisição de um bem; uma
estratégia utilizada no cotidiano pelos mais diferentes grupos sociais para
definir diversas situações em termos de direitos, estilos de vida e
identidades; e uma categoria central na definição da sociedade contemporânea.
Uma
definição mais restrita, como a perspectiva das teorias das práticas
desenvolvida por Alan Warde (2005), mostra que o termo “consumo” envolve um
processo em que os agentes estão engajados em atos de apropriação e apreciação
de bens, serviços, desempenhos, informações ou ambientes, comprados ou não.
Desta forma, o consumo é um conjunto de práticas nas quais os agentes
participam, apresentando algum grau de discernimento para atender a propósitos
diversos, sejam eles utilitários, expressivos ou contemplativos, entre outros.
Outro termo que deve ser explicado nesta introdução é
“consumidor”, diferentementedo uso corrente na ciência
econômica. Na ciência econômica, a “teoria do
consumidor” desenvolvida pela economia neoclássica do século XIX, atribui
soberania a um consumidor indiferenciado, partindo do princípio de que os
indivíduos sabem o que é melhor para si e tomam decisões sem restrições com
base no maior bem-estar possível para satisfazer preferências. A partir dos
anos 1930, esta teoria foi suplantada pela idéia de consumo agregado, de Keynes
e Kalecki, que desconsidera o consumidor. Entretanto, no final dos anos 1970, o
consumidor volta às análises econômicas com os estudos de dinâmica tecnológica
que valorizam o consumo como elemento dinâmico da economia. Começa, então, um
processo de revalorização da demanda e dos mercados. Esta nota foi desenvolvida
com base nas anotações efetuadas durante a disciplina Teoria Econômica,
ministrada pelo Prof. Dr. Renato Maluf no segundo semestre de 2008 no
CPDA/UFRRJ.
Assim, Warde (2005) rejeita a idéia de que as pessoas encaram os momentos de consumo
como atores racionais soberanos ou como ingênuos manipulados. Este autor
considera que a organização das práticas e os momentos de consumo se impõem
frente aos indivíduos. Assim, nas ciências sociais, os “consumidores” podem ser
entendidos como indivíduos que possuem direitos e deveres, bem como cidadãos
que interagem com o mercado.
O termo “consumidor” se refere àqueles
indivíduos que participam de práticas de compra, ou seja, aqueles agentes
sociais que desempenhavam práticas de compra de alimentos orgânicos nos locais
de aquisição que freqüentei em Nova Friburgo/RJ, durante o exercício
etnográfico. Deste modo, como participantes em práticas de compra, os
consumidores criam e fortalecem identidades e sentimentos de pertencimento.
Além
disso, alguns consumidores passam a perceber certas
práticas como, por exemplo, a compra de alimentos orgânicos ou a racionalização
no uso doméstico cotidiano de bens e serviços,
como água, energia, uso do automóvel, separação de resíduos (PORTILHO &
CASTAÑEDA, 2009), enquanto possibilidades de ação política para a melhoria
ambiental do planeta. Certas práticas cotidianas são frequentemente referenciadas pelo
Estado, pelas empresas e pelas organizações não governamentais, especialmente
por intermédio dos meios de comunicação, como sendo social e ambientalmente
responsáveis. Um exemplo detalhado encontra-se nas “dicas” do Instituto Akatu
para o Consumo Consciente, (http://www.akatu.org.br/consumo_consciente/dicas, acesso
em 21/01/2010 às 08h e 42 min).
Com isso, estes consumidores
acreditam que podem contribuir por meio de ações na esfera do consumo e da vida
cotidiana a fim de enfrentar o agravamento dos problemas socioambientais globais.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fragmentos tecnológicos na ação política #2
Em função de
seus usos e práticas em várias áreas da vida humana, a internet representa uma
fértil novidade para o campo da pesquisa sociológica. Na minha pesquisa
de doutorado, volto-me para aspectos relacionados com as implicações
políticas associadas com a internet, procurando compreender se estas
tecnologias, práticas e contextos trouxeram novos aportes para formas de ação
coletiva tais como formas de mobilização, ações de protesto, bem como para a
ação de organizações, tais como os chamados “movimentos sociais”.
Minha intenção é
entender como os grupos agem coletivamente com a internet,
ou seja, como as tecnologias da internet se associam com as práticas de agentes
em contextos específicos, compondo novas configurações e reconfigurações de formas
de ação coletiva, que proporcionam novos tipos de participação e o surgimento
de novas organizações e maneiras de se organizar, bem como reconfigurando as
que existiam.
Sob a influência da teoria do ator-rede (LATOUR, 2005) entendo que
os grupos agem coletivamente com a
internet, ou seja, que as tecnologias da internet podem ser vistas como
participantes dos cursos de ação, na medida em que fazem a diferença na
composição de coletivos heterogêneos, na medida em que algumas ações não se
concretizariam sem a internet. Logo, não se trata de agir na internet, através da internet
ou pela internet, em especial quando
compreendo a internet como um conjunto de numerosas tecnologias, práticas e
contextos (MILLER & SLATER, 2000).
Para tanto, como
ponto de partida teórico, caracterizo as redes transnacionais de defesa de direitos
(KECK & SIKKINK, 1998), procurando articular as noções de sociedade civil e
ação coletiva (ALEXANDER, 1998; COHEN & ARATO, 2000) e apresentar mudanças
na esfera pública, que Costa (2003) relaciona com o fenômeno da globalização e a
proliferação de redes transnacionais de mobilização política. Além disso, destaco
noções como os quadros de significação
(SNOW & BENFORD, 1992) e os repertórios de ação coletiva (TILLY, 1995).
Os atores
sociais contemporâneos parecem contar com uma ampliação das possibilidades para
agir coletivamente mediante o acesso, ainda que desigual,
e uso das tecnologias da internet, que não estavam disponíveis nas
configurações dos repertórios de ação coletiva entre o início do século XIX e
anos 1990. Assim, buscamos contribuir para o entendimento do papel das
mobilizações políticas com a internet nas formas de ação coletiva que se
configuram nas sociedades contemporâneas.
Neste sentido, cabe
destacar a emergência de uma esfera pública em rede com o advento da internet e o
surgimento de uma economia informacional em rede, que tanto pode ser vista como
uma alternativa dialógica aos meios de comunicação de massa (BENKLER, 2006),
quanto como um elemento num complexo processo de imbricamento com oligopólios
de mídia convencional, configurando uma esfera pública global (CASTELLS, 2009).
Fragmentos orgânicos #2
Como parte integrante de um contexto de transição
global, o campo de debates e práticas sobre o meio ambiente também apresentou
mudanças significativas, entre elas o deslocamento da percepção acerca dos
impactos no meio ambiente global no âmbito do pensamento ambientalista
internacional. Portilho (2005, p. 16) entende como pensamento ambientalista
internacional “aquele produzido pelos meios institucionalizados e legitimados
socialmente, compostos pelos setores estatais dos países centrais, pelas
instituições intergovernamentais, pelos setores empresariais e pelas grandes
ONGs que circulam nesse meio”.
Nos anos 1970 e 1980, a
ênfase da luta contra o agravamento dos problemas ambientais estava hegemonicamente
voltada para os processos da produção industrial capitalista. A partir dos anos
1990, Portilho (2005) assinala a emergência e proeminência das percepções sobre
a contribuição dos impactos ambientais dos elevados padrões e níveis de consumo
das sociedades contemporâneas para o agravamento destes problemas.
Este
deslocamento pode ser observado, por exemplo, na medida em que os
Estados-Nação, as empresas, os meios de comunicação, as organizações não-governamentais
— ONGs e os movimentos sociais passam a usar termos que remetem à responsabilidade
socioambiental das práticas de consumo, tais como consumo verde, sustentável,
consciente e responsável, entre outros.
O documento Agenda 21 constitui um exemplo deste deslocamento ao considerar que
“as principais causas da deterioração ininterrupta do meio ambiente mundial são
os padrões insustentáveis de consumo e produção, especialmente nos países
industrializados. Motivo de séria preocupação, tais padrões de consumo e
produção provocam o agravamento da pobreza e dos desequilíbrios” (CONFERÊNCIA
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1997, p. 39). No Brasil, este fenômeno passa a ocorrer com maior
intensidade durante os anos 1990, mais especificamente após a realização da
RIO92.
Os problemas socioambientais se agravaram, assumindo uma
dimensão cada vez mais global, e passaram a ser usualmente designados pela
expressão “crise ambiental”. Atualmente, os padrões insustentáveis de consumo,
tanto individuais quanto institucionais, constituem uma das causas centrais desta
crise no âmbito do pensamento ambientalista internacional. No entanto, para
além do cenário institucional, os indivíduos também são cobrados e estimulados
a adotar práticas que reflitam uma auto-atribuição de responsabilidades
socioambientais na vida cotidiana.
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