Ele me deu um beijo na boca e me disse
A vida é oca como a toca
De um bebê sem cabeça
E eu ri a beça
E ele: como uma toca de raposa bêbada
E eu disse: chega da sua conversa
De poça sem fundo
Eu sei que o mundo
É um fluxo sem leito
E e só no oco do seu peito
Que corre um rio
Mas ele concordou que a vida é boa
Embora seja apenas a coroa:
A cara é o vazio
E ele riu e riu e ria
E eu disse: Basta de filosofia
A mim me bastava que o prefeito desse um jeito
Na cidade da Bahia
Esse feito afetaria toda a gente da terra
E nós veríamos nascer uma paz quente
Os filhos da guerra fria
Seria um anticidente
Como uma rima
Desativando a trama daquela profecia
Que o vicente me contou
Segundo a Astronomia
Que em Novembro do ano que inicia
Sete astros se alinharão em escorpião
Como só no dia da bomba de Hiroshima
E ele me olhou
De cima e disse assim pra mim
Delfim, Margareth Tatcher, Menahem Begin
Política é o fim
E a crítica que não toque na poesia
O Time Magazine quer dizer que os Rolling Stones
Já não cabem no mundo do Time Magazine
Mas eu digo (Ele disse)
Que o que já não cabe é o Time Magazine
No mundo dos Rollings Stones Forever Rockin´And Rolling
Por que forjar desprezo pelo vivos
E fomentar desejos reativos
Apaches, Punks, Existencialistas, Hippies, Beatniks
De todos os Tempos Univos
E eu disse sim, mas sim, mas não nem isso
Apenas alguns santos, se tantos, nos seus cantos
E sozinhos
Mas ele me falou: Você tá triste
Porque a tua dama te abandona
E você não resiste, Quando ela surge
Ela vem e instaura o seu cosmético caótico
Você começa olhar com olho gótico
De cristão legítimo
Mas eu sou preto, meu nego
Eu sei que isso não nega e até ativa
O velho ritmo mulato
E o leão ruge
O fato é que há um istmo
Entre meus Deus
E seus Deuses
Eu sou do clã do Djavan
Você é fã do Donato
E não nos interessa a tripe cristã
De Dilan Zimerman
E ele ainda diria mais
Mas a canção tem que acabar
E eu respondi:
O Deus que você sente é o deus dos santos:
A superfície iridescente da bola oca,
Meus deuses são cabeças de bebês sem touca
Era um momento sem medo e sem desejo
Ele me deu um beijo na boca
E eu correspondi àquele beijo.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Por um segundo, letra de música, Gonzaguinha
Por um segundo
Num sorriso teu
Fez-se festa infinita em minha vida
E a estrada longa, inteira
Num giro da mente eu vi
Por um segundo
Em um beijo teu
Tive todo universo em meu corpo
E eu fui dono das estrelas
Guardei no peito pra dois
Manso riacho nos levando
Abraço calmo e quente, corrente aumentando
Mergulhar sem fim
Por um segundo
Um segundo só
Explodiu o nosso amor por sobre o mundo
E nos fomos só a alegria
Depois do silêncio então
Morrer...
Num sorriso teu
Fez-se festa infinita em minha vida
E a estrada longa, inteira
Num giro da mente eu vi
Por um segundo
Em um beijo teu
Tive todo universo em meu corpo
E eu fui dono das estrelas
Guardei no peito pra dois
Manso riacho nos levando
Abraço calmo e quente, corrente aumentando
Mergulhar sem fim
Por um segundo
Um segundo só
Explodiu o nosso amor por sobre o mundo
E nos fomos só a alegria
Depois do silêncio então
Morrer...
sábado, 19 de dezembro de 2009
apenas uma mensagem de força, fé e esperança...
Como muitas pessoas gostaram, compartilho com quem visitar este blog nesta época do ano... (brinde)
Prezad@s,
Nesta época do ano muita gente envia e-mails "cheios de graça" ou, ainda, cartões com umas mensagens mais ou menos padronizadas do tipo "um feliz natal e um próspero ano novo", com mensagens bonitas e tal. Bem, eu quero desejar isso também para vocês com esta mensagem, mais escrita e não menos animada! De certo, esta mensagem foi enviada apenas para algumas pessoas da enorme lista que possuo. Não preciso ter pudor de dizer que foi encaminhada para um grupo heterogêneo de pessoas que eu adoro por diferentes motivos!
Também aproveito para pedir que vocês atualizem meu endereço eletrônico, que passa a ser este (celocastaneda@yahoo.com.br).
Mais uma mudança de e-mail, cara? Sim, 2010 inicia uma nova década, então e-mail novo (espero que ele dure a década...rs...). Como vocês que recebem esta mensagem são atualmente as pessoas que mais me importam manter contato, essa atualização cabe aqui também.
Para quem procura viver um dia de cada vez como eu (e procurar não significa conseguir...), as datas especiais se tornam apenas mais um destes dias. Também como não tenho férias há bastante tempo e mais uma vez estarei trabalhando nesta época do ano, onde grande parte apenas comemora e tal, o especial será curtir cada dia bem focado. Eu gosto do que faço hoje, isso facilita demais as coisas e não me faz adotar um comportamento de coitadinho...
Para mim, esta época de Natal e reveillon traduz um momento de agradecimento e de desejos. Agradecer por estar mais um ano entre vocês e desejar novos objetivos e metas para o ano que se aproxima. O ano de 2009 foi muito tranquilo: poucos conflitos (não que eu não goste, mas quase não aconteceram...), muitos (re)encontros, novas amizades e relações de confiança, conquistas importantes para mim (e não é isso que importa?).
Se eu pudesse escolher o ano da minha curta vida (sim, ainda sou bem "novinho"...), não teria dúvidas. Entretanto, o ano vai passar, está quase acabando...
Mas, a vida não para, ela continua, e dias melhores virão, e piores também. O importante é ter pessoas especiais como vocês por perto, é saber pedir ajuda quando preciso (e eu adoro pedir ajuda hoje em dia...), é ter humildade (mas não se humilhar nem ser falso; portanto, se conhecer é necessário, pois quem não se conhece minimamente não é humilde...), aceitar, ao invés de desesperar, quando não existe alternativa e ter a coragem para seguir em frente... o resto não me pertence, não depende apenas de mim. Certeza que tenho? Que com vocês fica mais fácil, bem mais tranqüilo!
Gonzaguinha, o falecido cantor ainda muito presente, em seus "Caminhos do Coração" cantava que "toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas / E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá / E é tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar / É tão bonito quando a gente pisa firme nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos / É tão bonito quando a gente vai à vida nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração". É por aí...
2010 tá chegando, volto pro Rio, cabeça erguida, pé no chão, começo uma nova fase e os desafios que vierem certamente ficarão mais bacanas e tranqüilos de superar com vocês! Se conseguir ir levando um dia de cada vez, aprendi com minha experiência de vida, que fica bem mais fácil. Então, por que procurar os grandes planos de um futuro distante se este momento "à frente" se constrói hoje?
Por isso, como Renato Russo cantava, hoje eu "já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você"!
Bom, não queria escrever um artigo, e essa "simples mensagem" já está ficando longa demais. Isso tudo, misturado e confuso para muitos, é só para dizer que vocês são especiais demais para mim e eu não poderia ter tido esse ano maravilhoso sem que vocês fizessem parte de minha vida. Só isso! Até porque tenho que escrever uma dissertação de mestrado, né? Então, deixa eu ir, e como está dando tudo muito certo demais, lá para final de fevereiro estarei convidando vocês para a defesa. Até!
Um grande abraço em todos!
Prezad@s,
Nesta época do ano muita gente envia e-mails "cheios de graça" ou, ainda, cartões com umas mensagens mais ou menos padronizadas do tipo "um feliz natal e um próspero ano novo", com mensagens bonitas e tal. Bem, eu quero desejar isso também para vocês com esta mensagem, mais escrita e não menos animada! De certo, esta mensagem foi enviada apenas para algumas pessoas da enorme lista que possuo. Não preciso ter pudor de dizer que foi encaminhada para um grupo heterogêneo de pessoas que eu adoro por diferentes motivos!
Também aproveito para pedir que vocês atualizem meu endereço eletrônico, que passa a ser este (celocastaneda@yahoo.com.br).
Mais uma mudança de e-mail, cara? Sim, 2010 inicia uma nova década, então e-mail novo (espero que ele dure a década...rs...). Como vocês que recebem esta mensagem são atualmente as pessoas que mais me importam manter contato, essa atualização cabe aqui também.
Para quem procura viver um dia de cada vez como eu (e procurar não significa conseguir...), as datas especiais se tornam apenas mais um destes dias. Também como não tenho férias há bastante tempo e mais uma vez estarei trabalhando nesta época do ano, onde grande parte apenas comemora e tal, o especial será curtir cada dia bem focado. Eu gosto do que faço hoje, isso facilita demais as coisas e não me faz adotar um comportamento de coitadinho...
Para mim, esta época de Natal e reveillon traduz um momento de agradecimento e de desejos. Agradecer por estar mais um ano entre vocês e desejar novos objetivos e metas para o ano que se aproxima. O ano de 2009 foi muito tranquilo: poucos conflitos (não que eu não goste, mas quase não aconteceram...), muitos (re)encontros, novas amizades e relações de confiança, conquistas importantes para mim (e não é isso que importa?).
Se eu pudesse escolher o ano da minha curta vida (sim, ainda sou bem "novinho"...), não teria dúvidas. Entretanto, o ano vai passar, está quase acabando...
Mas, a vida não para, ela continua, e dias melhores virão, e piores também. O importante é ter pessoas especiais como vocês por perto, é saber pedir ajuda quando preciso (e eu adoro pedir ajuda hoje em dia...), é ter humildade (mas não se humilhar nem ser falso; portanto, se conhecer é necessário, pois quem não se conhece minimamente não é humilde...), aceitar, ao invés de desesperar, quando não existe alternativa e ter a coragem para seguir em frente... o resto não me pertence, não depende apenas de mim. Certeza que tenho? Que com vocês fica mais fácil, bem mais tranqüilo!
Gonzaguinha, o falecido cantor ainda muito presente, em seus "Caminhos do Coração" cantava que "toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas / E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá / E é tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar / É tão bonito quando a gente pisa firme nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos / É tão bonito quando a gente vai à vida nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração". É por aí...
2010 tá chegando, volto pro Rio, cabeça erguida, pé no chão, começo uma nova fase e os desafios que vierem certamente ficarão mais bacanas e tranqüilos de superar com vocês! Se conseguir ir levando um dia de cada vez, aprendi com minha experiência de vida, que fica bem mais fácil. Então, por que procurar os grandes planos de um futuro distante se este momento "à frente" se constrói hoje?
Por isso, como Renato Russo cantava, hoje eu "já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você"!
Bom, não queria escrever um artigo, e essa "simples mensagem" já está ficando longa demais. Isso tudo, misturado e confuso para muitos, é só para dizer que vocês são especiais demais para mim e eu não poderia ter tido esse ano maravilhoso sem que vocês fizessem parte de minha vida. Só isso! Até porque tenho que escrever uma dissertação de mestrado, né? Então, deixa eu ir, e como está dando tudo muito certo demais, lá para final de fevereiro estarei convidando vocês para a defesa. Até!
Um grande abraço em todos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
COP-15: quem ainda bate palma pra maluco sambar?
Acompanhei o desenrolar desta COP-15 pelo Twitter e confesso que desde que soube dessa conferência sobre meio ambiente que reuniu os chefes de estado não acreditei que tinha pinta de servir para alguma coisa de bom (entendendo “bom” como juízo de valor para um avanço no combate ao agravamento da crise ambiental, colocada nos termos vagos de sempre...).
Afinal, reunir os chefes de estado de todo mundo em Coppenhagen (é assim que escreve?) durante duas semanas não levou, não leva e não levará a qualquer avanço concreto na questão ambiental. Aliás, em qualquer local que se realize algo do tipo ao menos reforçará as possibilidades de protesto coletivo em tempos de globalização.
O protesto fora da conferência é o que há de melhor, pois o que se “realiza” dentro é nada mais que um belo(?) exercício de representação, um teatro calculado milimetricamente...
Para quem gosta deste tipo de teatro pernicioso, simula-se até uma frustração pela incapacidade de dar conta dos assuntos que o evento dizia se propor (sim, “dizia”, pois com o tempo eu vou deixando de bater palma pra maluco sambar...).
Isso me mostra, mais uma vez, como estão (ou seriam?) decadentes as instituições modernas e a necessidade que se coloca em torno de novos formatos de negociação e diálogo para as emergentes questões globais como a idéia abstrata de crise ambiental.
Quero dizer, com isso, que o modelo de diálogo transnacional ainda está muito longe de configurar um ponto para se chegar a um consenso. Afinal, se o mundo mudou, porque as formas de negociação permanecem as mesmas? Será que ainda teremos mais 10 ou 15 anos para uma nova rodada de fracassos?
Acredito na importância do diálogo transnacional, mas não de forma espasmódica como acontece desde a década de 1970, em Estocolmo (aliás, é vizinha da capital dinamarquesa...), passando pela RIO92’, muito menos em encontros curtos envolvendo mais de 150 perspectivas diferentes como nessa COP-15.
Fica parecendo difícil desde o início não?
Como se sabe que nada se resolverá, além de uma diretriz vaga e geral, nenhum chefe de estado vai acenar com o que pode de fato fazer e se comprometer (aliás, vai se comprometer representando quem, se não houve discussão no seu país?).
Mas isso já estava vislumbrado em várias análises que foram taxadas de pessimistas...
Ora, surpresa seria algo conduzido desta forma dar certo, ou seja, produzir resoluções de alcance global (e que fossem cumpridas pelos países que a assinassem, não como o Protocolo de Kioto, uma fraude...).
Por que não tornar a discussão em torno da crise ambiental permanente, com encontros freqüentes (do tipo trimestral ou semestral no âmbito global)? Será que o problema não é tão grave quanto nos passam? (Afinal, se os riscos são graves, inadiáveis porque os encontros não são permanentes?)
Por que, estabelecida esta freqüência, não envolver as diversas e diferentes sociedades civis dos estados nacionais (que, mesmo com globalização, ainda persistem e, em certos casos, se fortalecem), aprofundando cada tópico e conseguindo assim posições mais próximas do que cada país pode propor?
Fico pensando aqui no caso brasileiro...
Se as leis que nossos legisladores criam, não “pegam”... Imaginem a dificuldade de adotar um compromisso de Lula (por maior que seja a popularidade do presidente) frente a uma esfera global. Difícil, bem difícil de acreditar!
O que proponho como nova forma de diálogo transnacional da questão ambiental não é nenhuma caixa de Pandora. Simplesmente, aceno com aquela velha máxima: se algo não funcionou durante 30 anos, não é agora que vai funcionar, então por que não mudar?
E olha que estou aqui a escrever sobre apenas um ponto de vista, que considera a premissa de que os chefes de estado não configuram uma esfera pública global...
Por que os manifestantes ficam do lado de fora?
Encontros de cúpula não levam a qualquer lugar além da cúpula...
E tome Renato Russo, rindo em seu túmulo...
“Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
Tenho medo e eu sei porquê:
Estamos esperando
Quem é o inimigo?
Quem é você?
Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque lutar”
Afinal, reunir os chefes de estado de todo mundo em Coppenhagen (é assim que escreve?) durante duas semanas não levou, não leva e não levará a qualquer avanço concreto na questão ambiental. Aliás, em qualquer local que se realize algo do tipo ao menos reforçará as possibilidades de protesto coletivo em tempos de globalização.
O protesto fora da conferência é o que há de melhor, pois o que se “realiza” dentro é nada mais que um belo(?) exercício de representação, um teatro calculado milimetricamente...
Para quem gosta deste tipo de teatro pernicioso, simula-se até uma frustração pela incapacidade de dar conta dos assuntos que o evento dizia se propor (sim, “dizia”, pois com o tempo eu vou deixando de bater palma pra maluco sambar...).
Isso me mostra, mais uma vez, como estão (ou seriam?) decadentes as instituições modernas e a necessidade que se coloca em torno de novos formatos de negociação e diálogo para as emergentes questões globais como a idéia abstrata de crise ambiental.
Quero dizer, com isso, que o modelo de diálogo transnacional ainda está muito longe de configurar um ponto para se chegar a um consenso. Afinal, se o mundo mudou, porque as formas de negociação permanecem as mesmas? Será que ainda teremos mais 10 ou 15 anos para uma nova rodada de fracassos?
Acredito na importância do diálogo transnacional, mas não de forma espasmódica como acontece desde a década de 1970, em Estocolmo (aliás, é vizinha da capital dinamarquesa...), passando pela RIO92’, muito menos em encontros curtos envolvendo mais de 150 perspectivas diferentes como nessa COP-15.
Fica parecendo difícil desde o início não?
Como se sabe que nada se resolverá, além de uma diretriz vaga e geral, nenhum chefe de estado vai acenar com o que pode de fato fazer e se comprometer (aliás, vai se comprometer representando quem, se não houve discussão no seu país?).
Mas isso já estava vislumbrado em várias análises que foram taxadas de pessimistas...
Ora, surpresa seria algo conduzido desta forma dar certo, ou seja, produzir resoluções de alcance global (e que fossem cumpridas pelos países que a assinassem, não como o Protocolo de Kioto, uma fraude...).
Por que não tornar a discussão em torno da crise ambiental permanente, com encontros freqüentes (do tipo trimestral ou semestral no âmbito global)? Será que o problema não é tão grave quanto nos passam? (Afinal, se os riscos são graves, inadiáveis porque os encontros não são permanentes?)
Por que, estabelecida esta freqüência, não envolver as diversas e diferentes sociedades civis dos estados nacionais (que, mesmo com globalização, ainda persistem e, em certos casos, se fortalecem), aprofundando cada tópico e conseguindo assim posições mais próximas do que cada país pode propor?
Fico pensando aqui no caso brasileiro...
Se as leis que nossos legisladores criam, não “pegam”... Imaginem a dificuldade de adotar um compromisso de Lula (por maior que seja a popularidade do presidente) frente a uma esfera global. Difícil, bem difícil de acreditar!
O que proponho como nova forma de diálogo transnacional da questão ambiental não é nenhuma caixa de Pandora. Simplesmente, aceno com aquela velha máxima: se algo não funcionou durante 30 anos, não é agora que vai funcionar, então por que não mudar?
E olha que estou aqui a escrever sobre apenas um ponto de vista, que considera a premissa de que os chefes de estado não configuram uma esfera pública global...
Por que os manifestantes ficam do lado de fora?
Encontros de cúpula não levam a qualquer lugar além da cúpula...
E tome Renato Russo, rindo em seu túmulo...
“Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto
Tenho medo e eu sei porquê:
Estamos esperando
Quem é o inimigo?
Quem é você?
Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque lutar”
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O desafio para a eficácia da comunicação em prol da sustentabilidade planetária*
Os campos do consumo e da vida cotidiana, atualmente, remetem a uma espécie de purgatório global de questões ambientais. Isso faz sentido quando analisamos as estratégias e peças de comunicação ou os produtos simbólicos midiáticos que incentivam algumas mudanças individuais cotidianas “simples” (serão mesmo simples?) como forma de enfrentar a complexa “crise ambiental” e gerar um contexto de possibilidades para a sustentabilidade planetária.
Este artigoinsightreflexão possui um argumentoprovocação aberto a trocas virtuaisreaisatuais futuras que contribuam para a maior eficácia da comunicação em promover a realização de uma (ainda) utopia sustentável. Inicialmente, parto das seguintes questõesincômodos:
1) As comunicações contemporâneas que procuram promover sustentabilidade estão em sintonia com as práticas sociais cotidianas de indivíduosconsumidorescidadãos, considerando que, predominantemente, posicionam o campo de consumo como uma esfera de ação de indivíduospecadoresculpados que conspiram contra a redenção mundial “necessária” para salvar o planeta?
2) A elaboração de campanhas publicitárias e produtos simbólicos midiáticos que pretendem promover sustentabilidade considera, por exemplo, a produção de identidade, hostilidade, distinção e reconhecimento social, entre outros, pelos indivíduosconsumidorescidadãos como dimensões inerentes ao campo do consumo?
3) Os indivíduosconsumidorescidadãos são heróis, vilões ou nenhum dos dois?
No atual contexto de “crise ambiental”, fica evidente a mudança de status dos indivíduosconsumidorescidadãos. Se, até a década de 1980, éramos (!?) meras vítimasmanipuladas pelos meios de comunicação e publicitários, atualmente aparecemos (!?) como pecadoresresponsáveis pela reversão do agravamento da crise ambiental na recente cruzada mundial empreendida pelos governos, pelas empresas e organizações não governamentais em prol da salvação ou sustentabilidade planetária.
Essa transição pode ser percebida se observarmos que “nunca antes neste” planeta se comunicou tanto — e, geralmente, de maneira urgente, obrigatória, necessária, moralista e global — sobre as ações “simples” que cada indivíduoconsumidorcidadão podedeve adotar a fim de salvar o planeta em que habita.
Um resultado desse processo, iniciado no Brasil a partir da RIO92, pode ser percebido tanto no consenso sobre (o aumento d’) a gravidade da “crise ambiental” e da inércia de ação em uma esfera macroglobalinstitucional, quanto no aumento de dilemas dos indivíduosconsumidorescidadãos nas microesferas da vida cotidiana.
“Todos nós” estamos imersos nesse fogo ardente criado em torno de indivíduosconsumidorescidadãos que somos, não?
Dessa forma, será que a visão mais holísticareflexiva de que estamos todos juntos nesta canoa furada não significa romper com certo maniqueísmo entre “bom” e “mau” que é “necessário” para manter a ordem, pelo menos a cosmológica, tão cara ao mundo ocidental? Ao mesmo tempo, será que a nova (des)ordem mundial já não está fazendo isso na prática (e na marra...) ao mostrar que, como canta Caetano, “alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial”?
Não tenho as respostas agora, felizmente (!), mas ficarei satisfeito se conseguir gerar uma reflexão em indivíduosconsumidorescidadãosprofissionais atuantes no mercado de comunicação, mesmo que discordem do argumento (isso faz parte!). Dada a importância desses indivíduosconsumidorescidadãosprofissionais (que imagino que sejam vocês, leitores deste artigo) em um contexto de “crise ambiental” global, acredito que a reflexão vale a pena. Afinal, quem produz as comunicações deste teatro messiânicoeletrônicomaniqueístacontemporâneo?
Ora, o segmento de comunicação já procura entender as práticas cotidianas dos indivíduosconsumidorescidadãos para a comunicação de mercado em setores como alimentação, bebidas, higiene e limpeza, entre outros. Isso acontece com a incorporação de metodologias inerentes à antropologia, em especial a etnografia e a observação participante, que parecem ser as “bolas da vez”. Essa incorporaçãoapropriação não constitui novidade. As principais “inovações” de marketing e comunicação derivam das ciências sociais, seja na interpretação dos dados quantitativos ou na realização de pesquisas comportamentais que ocorreu até a década de 1970, passando pela realização de grupos focais e valorização simbólica nas décadas de 1980 e 1990.
Logo, por que não pensar também no (atualmente badalado) etnomarketing das práticas cotidianas de consumo relacionadas ao agravamento da “crise ambiental”? Trata-se de uma provocação consciente em prol do planeta. Da mesma forma, por que não aplicar conceitos (ou seriam modas?), como “comunicação integrada”, “total” ou “global”, na promoção da sustentabilidade planetária?
Onde quis chegar com este artigoinsightreflexão?
(1) Na importância dos profissionais de comunicação e marketing; e
(2) na existência de um descompasso entre a comunicação de ações em prol da sustentabilidade planetária e da vida cotidiana dos indivíduosconsumidorescidadãos que recebem essas mensagens.
Afinal, quando se comunica uma mensagem de forma equivocada, o indivíduoconsumidorcidadãoreceptor — que não é burro nem idiota — não “compra” a ideia e, no caso em tela, não a coloca em prática. Quem comunica já sabe disso. Então, não está na hora de mudar a comunicação para esses indivíduosconsumidorescidadãos? Ou é melhor continuar a “enxugar o gelo”?
Certamente, não serão as peças de comunicação ou os produtos simbólicos midiáticos que resolverão a “crise ambiental”, muito menos os indivíduosconsumidorescidadãos, mas, pelo menos, as comunicações em prol de um mundo sustentável podem se transformar em uma frente de luta eficaz para as tais “mudanças nos estilos de vida”. Se, com isso, os debates transnacionais e intersetoriais em uma esfera pública ampla e ampliada se tornarem uma prática contínua em vez de pontuais encontros globais midiatizados, quem sabe as luzes no fim do túnel se tornem a esperança de que “dias melhores virão”?
* Artigo publicado no Ciclo Comunicar Sustentabilidade, site Nós da Comunicação, disponível em http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=137&tipo=G
Este artigoinsightreflexão possui um argumentoprovocação aberto a trocas virtuaisreaisatuais futuras que contribuam para a maior eficácia da comunicação em promover a realização de uma (ainda) utopia sustentável. Inicialmente, parto das seguintes questõesincômodos:
1) As comunicações contemporâneas que procuram promover sustentabilidade estão em sintonia com as práticas sociais cotidianas de indivíduosconsumidorescidadãos, considerando que, predominantemente, posicionam o campo de consumo como uma esfera de ação de indivíduospecadoresculpados que conspiram contra a redenção mundial “necessária” para salvar o planeta?
2) A elaboração de campanhas publicitárias e produtos simbólicos midiáticos que pretendem promover sustentabilidade considera, por exemplo, a produção de identidade, hostilidade, distinção e reconhecimento social, entre outros, pelos indivíduosconsumidorescidadãos como dimensões inerentes ao campo do consumo?
3) Os indivíduosconsumidorescidadãos são heróis, vilões ou nenhum dos dois?
No atual contexto de “crise ambiental”, fica evidente a mudança de status dos indivíduosconsumidorescidadãos. Se, até a década de 1980, éramos (!?) meras vítimasmanipuladas pelos meios de comunicação e publicitários, atualmente aparecemos (!?) como pecadoresresponsáveis pela reversão do agravamento da crise ambiental na recente cruzada mundial empreendida pelos governos, pelas empresas e organizações não governamentais em prol da salvação ou sustentabilidade planetária.
Essa transição pode ser percebida se observarmos que “nunca antes neste” planeta se comunicou tanto — e, geralmente, de maneira urgente, obrigatória, necessária, moralista e global — sobre as ações “simples” que cada indivíduoconsumidorcidadão podedeve adotar a fim de salvar o planeta em que habita.
Um resultado desse processo, iniciado no Brasil a partir da RIO92, pode ser percebido tanto no consenso sobre (o aumento d’) a gravidade da “crise ambiental” e da inércia de ação em uma esfera macroglobalinstitucional, quanto no aumento de dilemas dos indivíduosconsumidorescidadãos nas microesferas da vida cotidiana.
“Todos nós” estamos imersos nesse fogo ardente criado em torno de indivíduosconsumidorescidadãos que somos, não?
Dessa forma, será que a visão mais holísticareflexiva de que estamos todos juntos nesta canoa furada não significa romper com certo maniqueísmo entre “bom” e “mau” que é “necessário” para manter a ordem, pelo menos a cosmológica, tão cara ao mundo ocidental? Ao mesmo tempo, será que a nova (des)ordem mundial já não está fazendo isso na prática (e na marra...) ao mostrar que, como canta Caetano, “alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial”?
Não tenho as respostas agora, felizmente (!), mas ficarei satisfeito se conseguir gerar uma reflexão em indivíduosconsumidorescidadãosprofissionais atuantes no mercado de comunicação, mesmo que discordem do argumento (isso faz parte!). Dada a importância desses indivíduosconsumidorescidadãosprofissionais (que imagino que sejam vocês, leitores deste artigo) em um contexto de “crise ambiental” global, acredito que a reflexão vale a pena. Afinal, quem produz as comunicações deste teatro messiânicoeletrônicomaniqueístacontemporâneo?
Ora, o segmento de comunicação já procura entender as práticas cotidianas dos indivíduosconsumidorescidadãos para a comunicação de mercado em setores como alimentação, bebidas, higiene e limpeza, entre outros. Isso acontece com a incorporação de metodologias inerentes à antropologia, em especial a etnografia e a observação participante, que parecem ser as “bolas da vez”. Essa incorporaçãoapropriação não constitui novidade. As principais “inovações” de marketing e comunicação derivam das ciências sociais, seja na interpretação dos dados quantitativos ou na realização de pesquisas comportamentais que ocorreu até a década de 1970, passando pela realização de grupos focais e valorização simbólica nas décadas de 1980 e 1990.
Logo, por que não pensar também no (atualmente badalado) etnomarketing das práticas cotidianas de consumo relacionadas ao agravamento da “crise ambiental”? Trata-se de uma provocação consciente em prol do planeta. Da mesma forma, por que não aplicar conceitos (ou seriam modas?), como “comunicação integrada”, “total” ou “global”, na promoção da sustentabilidade planetária?
Onde quis chegar com este artigoinsightreflexão?
(1) Na importância dos profissionais de comunicação e marketing; e
(2) na existência de um descompasso entre a comunicação de ações em prol da sustentabilidade planetária e da vida cotidiana dos indivíduosconsumidorescidadãos que recebem essas mensagens.
Afinal, quando se comunica uma mensagem de forma equivocada, o indivíduoconsumidorcidadãoreceptor — que não é burro nem idiota — não “compra” a ideia e, no caso em tela, não a coloca em prática. Quem comunica já sabe disso. Então, não está na hora de mudar a comunicação para esses indivíduosconsumidorescidadãos? Ou é melhor continuar a “enxugar o gelo”?
Certamente, não serão as peças de comunicação ou os produtos simbólicos midiáticos que resolverão a “crise ambiental”, muito menos os indivíduosconsumidorescidadãos, mas, pelo menos, as comunicações em prol de um mundo sustentável podem se transformar em uma frente de luta eficaz para as tais “mudanças nos estilos de vida”. Se, com isso, os debates transnacionais e intersetoriais em uma esfera pública ampla e ampliada se tornarem uma prática contínua em vez de pontuais encontros globais midiatizados, quem sabe as luzes no fim do túnel se tornem a esperança de que “dias melhores virão”?
* Artigo publicado no Ciclo Comunicar Sustentabilidade, site Nós da Comunicação, disponível em http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=137&tipo=G
sábado, 12 de dezembro de 2009
Capaz, letra de música, Kleiton & Kledir
Em tempos de COP-15...
Capaz que o mundo um dia vá se acabar
Capaz que a lua vá deixar de girar
Capaz que até a luz do sol vá sumir
Capaz que exista vida em outro lugar
Marcianos, gente verde, sei lá
Capaz
Eu nunca vi um disco voador
Aliás
Se o mundo fosse mesmo acabar
Eu acho que iam anunciar
E até vender pra televisão
E mais
A grana acabou outra vez
Não sei se chego até o fim do mês
Por isso tanto faz, tanto fez
Capaz que é ruim passar debaixo de escada
Gato preto, encruzilhada...
Capaz
No creo en brujas, pero las hay
Capaz que o homem tenha ido na lua
Que eu vá estar andando na rua
E caia um meteoro em cima de mim
Aliás, se o mundo fosse mesmo acabar
Eu acho que iam anunciar
E até vender pra televisão
E mais
Tem sempre alguém que leva algum
Pra nós aqui não sobra nenhum
Por isso deixa o barco correr.
Capaz que o mundo um dia vá se acabar
Capaz que a lua vá deixar de girar
Capaz que até a luz do sol vá sumir
Capaz que exista vida em outro lugar
Marcianos, gente verde, sei lá
Capaz
Eu nunca vi um disco voador
Aliás
Se o mundo fosse mesmo acabar
Eu acho que iam anunciar
E até vender pra televisão
E mais
A grana acabou outra vez
Não sei se chego até o fim do mês
Por isso tanto faz, tanto fez
Capaz que é ruim passar debaixo de escada
Gato preto, encruzilhada...
Capaz
No creo en brujas, pero las hay
Capaz que o homem tenha ido na lua
Que eu vá estar andando na rua
E caia um meteoro em cima de mim
Aliás, se o mundo fosse mesmo acabar
Eu acho que iam anunciar
E até vender pra televisão
E mais
Tem sempre alguém que leva algum
Pra nós aqui não sobra nenhum
Por isso deixa o barco correr.
O que ando ouvindo demais...
Eu falo para algumas pessoas que só consigo produzir hoje em dia ouvindo música. É como se fosse minha birita. "Onde o que sou se afoga, meu fumo, minha ioga, você é minha droga".
Um bom exemplo foi a prova que era parte do processo seletivo para o doutorado, com duração de 27 horas (isso mesmo, foi esse tempo todo que durou, sendo que consegui dormir umas três horas, o que me ajudou muito, considerando que o Beto Guedes canta que "todo sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de vivier).
Essa prova foi feita ao som de Chico Buarque e Caetano Veloso. Devo a eles boa parte da inspiração e da nota que recebi.
Estou nos meus quatro dias de descanso, para depois ter apenas mais quatro: 24, 25 e 31/12, além do dia 1/1, quando trabalhar faz mal a saúde... então vou escrever bastante para não perder o ritmo.
Escrever o que eu quero e como quero é bem melhor, se bem venho exercitando essa tal liberdade na vida acadêmica que tô trilhando. Mas aqui neste espaço blog eu escrevo se rumo, sem direção, desordenado como meu pensamento... "caminhando contra o vento"... e agora ouço U2 ("one love, we need to share it").
Parei de postar os escritos e fichamentos porque a partir de agora é tudo voltado para a tal da dissertação, ou seja, só posso postar depois que entregar a versão definitiva, o que deve acontecer até no máximo a primeira semana de fevereiro. Logo, até lá não contem comigo (namorada inclusive, essa tem que ser valorizada, porque aturar um ocupado total como eu hoje em dia, caramba! Viva as namoradas compreensivas e libertárias! Um viva sincero!). Em compensação, a partir de fevereiro, contem comigo para o que der e vier (nem tanto, mas quase...).
Ando bastante caridoso. Esse lance de disponibilizar, socializar conhecimento, surgiu de uma pilha que uma colega de graduação na UERJ (que não vejo há tempos...) me colocou sobre socializar conhecimento.
Como não ia usar os fichamentos que tanto me ajudaram no CPDA, ao menos no curto prazo (e como acho que o longo prazo não me pertence muito...), decidi disponibilizar.
As reações variaram do "você é impressionante" a "você é doido", passando pelo "valeu!"... nada além do esperado.
Mas escrevo para falar que Legião Urbana e Renato Russo é que andam impulsionando a elaboração desta dissertação. Voltei a ouvir direto esse som, anos 80 e 90, uma banda simples (guitarra, bateria, baixo), um compositor genial.
Sim, Renato Russo estava muito a frente deste tempo em que vivemos hoje, talvez o nosso tempo esteja se aproximando do que ele enxergava na sua considerada e considerável "loucura". O cara era "o cara" bem antes do Lula ser.
Mas morreu, virou mito (tudo bem que o Lula seja mito em vida...).
O que dizer de passagens como "disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coregam" de tempos em que "parece cocaína, mas é só tristeza"? E o enigmático final desta música ("Há tempos")?
"Lá vem casa tem um poço mas a água é muito limpa".
Epa! Eu quero a água desse poço! Quero água limpa, sem medo de que ela acabe!
Não, não creio que Renato Russo não era anti-ecológico (até porque naquele tempo em que viveu a patrulha era menos intensa... essa tal de governamentalidade...), mas essa água é outra... esse poço de conhecimento que não acaba quando bebemos sua água, mas renova-se.
Nosso pudor é que faz com que preservemos o "nosso" conhecimento acumulado... e quando morremos, laçarão os livros que não escrevemos?
E a leitura de contexto que "Quase sem querer" representa (como bem assinalado por ML Sussekind)?
"Já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você" deveria constar nas ementas de metodologia e epistemologia...
Não vou aqui discorrer muito mais, o que me embala hoje é uma banda que já morreu, um gênio que se foi, mas os gênios deixam seus legados, são malditos enquanto vivem e mitificados quando mortos...
Vou tentar arrumar um tempo para escrever sobre uma interpretação particular (como todas as que estão aqui expostas) da bela notícia sobre o orçamento de R$ 6,5 milhões que o PT gastará para realizar seu congresso ano que vem. Para um partido com uma dívida de R$ 35 milhões, nada mal aumentar em 18% seu passivo...
E o importante é seguir, mesmo que na contramão...
Um bom exemplo foi a prova que era parte do processo seletivo para o doutorado, com duração de 27 horas (isso mesmo, foi esse tempo todo que durou, sendo que consegui dormir umas três horas, o que me ajudou muito, considerando que o Beto Guedes canta que "todo sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de vivier).
Essa prova foi feita ao som de Chico Buarque e Caetano Veloso. Devo a eles boa parte da inspiração e da nota que recebi.
Estou nos meus quatro dias de descanso, para depois ter apenas mais quatro: 24, 25 e 31/12, além do dia 1/1, quando trabalhar faz mal a saúde... então vou escrever bastante para não perder o ritmo.
Escrever o que eu quero e como quero é bem melhor, se bem venho exercitando essa tal liberdade na vida acadêmica que tô trilhando. Mas aqui neste espaço blog eu escrevo se rumo, sem direção, desordenado como meu pensamento... "caminhando contra o vento"... e agora ouço U2 ("one love, we need to share it").
Parei de postar os escritos e fichamentos porque a partir de agora é tudo voltado para a tal da dissertação, ou seja, só posso postar depois que entregar a versão definitiva, o que deve acontecer até no máximo a primeira semana de fevereiro. Logo, até lá não contem comigo (namorada inclusive, essa tem que ser valorizada, porque aturar um ocupado total como eu hoje em dia, caramba! Viva as namoradas compreensivas e libertárias! Um viva sincero!). Em compensação, a partir de fevereiro, contem comigo para o que der e vier (nem tanto, mas quase...).
Ando bastante caridoso. Esse lance de disponibilizar, socializar conhecimento, surgiu de uma pilha que uma colega de graduação na UERJ (que não vejo há tempos...) me colocou sobre socializar conhecimento.
Como não ia usar os fichamentos que tanto me ajudaram no CPDA, ao menos no curto prazo (e como acho que o longo prazo não me pertence muito...), decidi disponibilizar.
As reações variaram do "você é impressionante" a "você é doido", passando pelo "valeu!"... nada além do esperado.
Mas escrevo para falar que Legião Urbana e Renato Russo é que andam impulsionando a elaboração desta dissertação. Voltei a ouvir direto esse som, anos 80 e 90, uma banda simples (guitarra, bateria, baixo), um compositor genial.
Sim, Renato Russo estava muito a frente deste tempo em que vivemos hoje, talvez o nosso tempo esteja se aproximando do que ele enxergava na sua considerada e considerável "loucura". O cara era "o cara" bem antes do Lula ser.
Mas morreu, virou mito (tudo bem que o Lula seja mito em vida...).
O que dizer de passagens como "disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coregam" de tempos em que "parece cocaína, mas é só tristeza"? E o enigmático final desta música ("Há tempos")?
"Lá vem casa tem um poço mas a água é muito limpa".
Epa! Eu quero a água desse poço! Quero água limpa, sem medo de que ela acabe!
Não, não creio que Renato Russo não era anti-ecológico (até porque naquele tempo em que viveu a patrulha era menos intensa... essa tal de governamentalidade...), mas essa água é outra... esse poço de conhecimento que não acaba quando bebemos sua água, mas renova-se.
Nosso pudor é que faz com que preservemos o "nosso" conhecimento acumulado... e quando morremos, laçarão os livros que não escrevemos?
E a leitura de contexto que "Quase sem querer" representa (como bem assinalado por ML Sussekind)?
"Já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você" deveria constar nas ementas de metodologia e epistemologia...
Não vou aqui discorrer muito mais, o que me embala hoje é uma banda que já morreu, um gênio que se foi, mas os gênios deixam seus legados, são malditos enquanto vivem e mitificados quando mortos...
Vou tentar arrumar um tempo para escrever sobre uma interpretação particular (como todas as que estão aqui expostas) da bela notícia sobre o orçamento de R$ 6,5 milhões que o PT gastará para realizar seu congresso ano que vem. Para um partido com uma dívida de R$ 35 milhões, nada mal aumentar em 18% seu passivo...
E o importante é seguir, mesmo que na contramão...
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